Além das regras apresentadas anteriormente, em ambientes de controle, em que estão incluídos três materiais (três níveis de controle), outras regras podem ser aplicadas. Entretanto, para trabalhar com essa situação, deve-se estabelecer um protocolo de controle mais detalhado, no qual o gestor da qualidade defina esse critério para alguns sistemas analíticos específicos.

Regra 2_3:2s – ocorre quando 2 de três materiais de controle têm seus resultados excedendo a média em 2 DP, para mais, ou para menos. Indica rejeição da corrida.

Regra 3:1s – ocorre quando 3 medidas consecutivas excedem para o mesmo lado o valor da média em 1 DP. Indica rejeição da corrida.

Regra 6x – quando 6 medidas consecutivas caem no mesmo lado da média. Indica rejeição da corrida.

As regras de controle e os tipos de erros

Quando violadas, as regras de controle apontam para o tipo de erro, contribuindo para a compreensão do problema e a busca da causa raiz. Classificando os erros apenas como sistemáticos e aleatórios, pode-se estabelecer essa correlação:

Erros sistemáticos: são apontados pela maior parte das regras, como 2:2s, 4:1s, 5X, 7X, 7T e 10X. Esses erros se relacionam as alterações de valor da média. Por possuírem uma direção certa e serem persistentes, suas causas são mais facilmente encontradas.

Erros aleatórios: são causados por diferentes fatores e devido a sua característica aleatória, torna-se mais difícil o encontro da causa raiz. Eles podem ser apontados pelas regras: 1:3s e R:4s. A 1:3s pode mostrar eventualmente um erro sistemático de grande proporção, ou magnitude.

O emprego das regras múltiplas deve ser periodicamente reavaliado para cada sistema analítico e seu conjunto modificado. Mudanças no reagente e no equipamento podem necessitar ajustes, devendo-se especificar as regras sensíveis ao tipo de erro mais provável no momento, para assim detectar problemas. Deve-se evitar o uso do mesmo padrão para todos os analitos, de forma indiscriminada.

por Dr. Silvio Basques

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