rotulagem, laboratório clínicoA qualidade no Laboratório Clínico está sendo tratada por diversos órgãos e instituições como um assunto de grande prioridade. Algumas vezes, atitudes simples que são deixadas de lado, comprometem  os melhores resultados, daí a importância de realizar esforços inteligentes.

A rotulagem de equipamentos, aparelhos, frascos, reagentes, gavetas e até mesmo documentos é um exemplo disso. Apesar de ser uma exigência da Anvisa, dos órgãos de acreditação e das normas de biossegurança, muitos laboratórios deixam essa tarefa em segundo plano.

Segurança dos funcionários e pacientes

A identificação é importante até mesmo para a segurança dos funcionários. A exposição diária a materiais que podem estar contaminados é a principal causa de acidentes dentro do laboratório clínico. Por isso, a necessidade de sinalizar adequadamente os locais e materiais de risco, no caso, risco biológico.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT regulamentou em 2001 a NBR 14.785 que trata dos Requisitos de Segurança nos Laboratórios Clínicos. Segundo a norma “as áreas de risco devem ser identificadas de acordo com a legislação vigente, de maneira clara e o pessoal deve ser treinado e possuir instruções específicas, incluindo os procedimentos de emergência”.

Esta norma foi criada pela ABNT como forma de proteção individual para quem trabalha em laboratórios clínicos e também para seus pacientes. Seu objetivo é estabelecer especificações de segurança que possam ser aplicáveis aos laboratórios clínicos preservando a integridade de todos os envolvidos.

Todo material que for entregue ao paciente, se apresentar algum potencial de risco, como, por exemplo, frasco com conservante para coleta especial, deve estar devidamente identificado.

Acreditação e rotulagem

rotulagem, acreditação laboratorial, laboratório clínicoA rotulagem de equipamentos e reagentes é uma exigência dos órgãos de acreditação como o PALC e o DICQ. Segundo o manual de acreditação do DICQ “o Laboratório clínico deve identificar os equipamentos que contribuem para a qualidade dos resultados dos seus exames”.

Já o manual de acreditação do PALC, atualizado neste ano, afirma que cada equipamento deve ser identificado e rotulado individualmente. Além disso, exige que o Sistema de Gestão da Qualidade do laboratório realize uma política formal quanto à rotulagem.

A acreditação é um processo voluntário, mas ainda é a melhor maneira de atestar aos seus pacientes que é um laboratório competente para oferecer o melhor resultado.

Neste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS instituiu a Instrução Normativa n° 52 que determina aos laboratórios que informem se são acreditados e por qual entidade.

RDC 302/2005

A resolução que rege os laboratórios clínicos estabelece em seus requisitos obrigatórios que, todo laboratório deve rotular reagentes e insumos preparados no local.

5.5.3 O reagente ou insumo preparado ou aliquotado pelo próprio laboratório deve ser identificado com rótulo contendo: nome, concentração, número do lote (se aplicável), data de preparação, identificação de quem preparou (quando aplicável), data de validade, condições de armazenamento, além de informações referentes a riscos potenciais.

A rotulagem de equipamentos pode muitas vezes passar despercebida pelos profissionais e donos de laboratório. Porém, esta é uma tarefa que auxilia no trabalho, no dia a dia e na qualidade dos resultados entregues aos pacientes.